O Congresso do Porto

Estou no congresso do PSD como convidado, a assistir a discurso após discurso. As pessoas em geral parecem mais entusiasmadas do que no início, mas nada do que aqui aconteceu mudou a minha ideia sobre a capacidade dos novos líderes ou a força do conteúdo dos seus programas. Acredito que neste momento o PSD é a melhor solução para o país, assim como foi tantas vezes no passado. Acredito que vem daqui a única alternativa séria ao socialismo, capaz de levar Portugal adiante e responder aos desafios eminentes, muito para além da cauda onde nos habituamos a estar. Acredito que o PSD é o caminho para o desenvolvimento económico, a justiça social e a resolução dos problemas crónicos do nosso país. No entanto, não percebo nada de politica, nem da paixão com que as pessoas falam dos adversários e das estratégias de luta pelo poder. Tenho horror a expressões como “fiquei com o bicho da política” ou “estou aqui por carolice” ou ainda “a beleza do combate politico” – pior ainda, o espetáculo montado pela comunicação social nas eleições, com os comentadores do sistema e a apologia do conformismo.

Penso em alguns dos grandes discursos da História recente e a maneira como fizeram a diferença no momento certo. A voz marcante de Churchill, que saía dos rádios enquanto os nazis bombardeavam a Inglaterra, foi um farol que indicou o caminho para a resistência e tenacidade do seu povo. Já a entoação de Martin Luther King era como um trovão a exaltar a revolução pacífica dos oprimidos americanos, derrubando muros e construindo pontes que nem a sua morte quebrou. Mas se repararmos bem, temos muito mais do que rádios à nossa disposição hoje em dia: a internet veio trazer o acesso universal à informação ilimitada e o grau de escolaridade média tem crescido muito – por isso é preciso questionar porque ainda precisamos de discursos inflamados para animar as hostes políticas e se não afetam o discernimento democrático para a escolha eleitoral do melhor projeto com a equipa mais competente.

Ler o artigo completo em:

https://observador.pt/opiniao/o-congresso-do-porto/

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