Sete Mitos Sobre a Esquerda

1. A esquerda é protetora das minorias.

É estratégia mundial das esquerdas a alegada defesa das chamadas “minorias” desprotegidas, mas observamos que o que na realidade acontece é a simples instrumentalização das pessoas e do seu sofrimento, para fins e agendas ideológicas. A aparente defesa dos direitos LGBT, por exemplo, dá jeito a um discurso que pretende ser inclusivo, moderno e moderado – quando na verdade, esconde uma ideologia ultrapassada, antiquada e que deu muito mau resultado sempre que foi implantada. Pior ainda, os maiores símbolos de esquerda foram gente profundamente homofóbica: do próprio Marx a Estaline, de Fidel Castro a Che Guevara. Tal como no passado, o presente é feito somente para agradar a nichos eleitorais.

2. A esquerda é pelos trabalhadores.

A preocupação da esquerda com os trabalhadores esvai-se, quando passa da teoria para a prática. Os sindicatos, por exemplo, são meras organizações de propaganda sobre acordos que são tratados à mesa de gente muito mais poderosa. A ‘proteção dos mais fracos contra a ambição capitalista” é uma farsa, porque se limitam a proteger-se uns aos outros e a beneficiar das regalias sindicais que a legislação oferece. Por sua vez, os novos “donos disto tudo” há muito que não são perigosos reacionários de direita, mas uma nova classe burguesa de esquerda, que domina os pontos-chave do país e do mundo.

3. A esquerda é contra o lucro capitalista.

Há verdades que, hoje em dia, são repetidas nas redes sociais e que não aparecem na imprensa ou nos espaços de opinião. Como é o caso de “os únicos povos a defenderem o socialismo são os que não vivem em países socialistas” – e a verdade é que na Venezuela ou na Coreia do Norte há miséria e fome generalizada, na antiga União Soviética nem querem ouvir falar de marxismo e até a China descobriu que a única forma de sobreviver seria com a liberdade de mercado, faltando porém a abertura a outras liberdades fundamentais para o seu povo poder ter a qualidade de vida que merece.

4. A esquerda é pela liberdade.

Os novos livros de História querem colocar no centro das suas páginas, eventos como o assalto final a Berlim pelos soviéticos, na segunda guerra mundial, como um símbolo da resistência do bem contra o mal. A verdade histórica, no entanto, é completamente diferente. E se Hitler foi um demónio anti-semita, Estaline massacrou em progressão aritmética e Mao em progressão geométrica. Sem esquecer que há hoje um despontar do anti-semitismo apoiado pela esquerda, cujas proporções são assustadoras. Mas o ponto essencial aqui é que os países socialistas nunca foram livres e mesmo agora, na nossa vida e nas nossas casas, há uma clara tentativa do Estado português em controlar a comunicação social e censurar quem tem opinião contrária.

5. A esquerda é moderna.

A ideologia marxista já foi testada muitas vezes e, de cada vez, morreram milhões de seres humanos. Em Portugal, governados pela esquerda, caímos em excesso de despesa pública em defesa de interesses corporativos que apenas beneficiaram meia-dúzia de indivíduos. Aumentou a corrupção de forma assustadora e hoje esta está impregnada em todo o aparelho estatal. Sejamos claros: sobrevivemos nos últimos quarenta anos porque a esmola europeia nos salvou uma e outra vez. Portugal não passa de um beneficiário do rendimento mínimo (que mal dá para sobreviver) mas não quer investir em si, ter formação, ser um empreendedor competitivo – porque habituou-se a ser subsídio-dependente. As reformas necessárias para sermos um país moderno e entusiasmante nunca foram levadas até ao fim, pois no final quem manda é uma ideologia falida sem ideias novas.

6. A esquerda não é extremista.

Se não caísse facilmente em extremismos e putrefação, a esquerda seria uma opção interessante, apropriada e humana. Mas a realidade é que, onde quer que passe, deixa um rastro de destruição económica, social e cultural. No nosso país, por exemplo, a chamada “geringonça” beneficiou de um período económico semelhante a uma “tempestade perfeita” mas desperdiçou as vantagens competitivas nos compadrios e favorecimentos dos do costume, sendo que agora que a crise económica se aproxima, não tem soluções – a única solução é estender a mão e curvar-se aos países do norte da Europa. Temos sido governados pelo Bloco de Esquerda e a ala de extrema-esquerda do Partido Socialista, com a conivência do Partido Comunista e a falta de comparência da “direita”. Somos hoje menos livres, com um SNS falido e uma educação de rastos – mesmo antes da pandemia. Com uma economia cada vez menos atraente e mais vulnerável. E com uma crise social iminente, sem haver capacidade de resposta, nem interesse em mover um dedo para a antecipar.

7. A esquerda é científica.

“A religião é o ópio do povo”, escreveu Marx. O pensamento básico, que a esquerda sempre quis trazer, foi que a ciência é o oposto da religião, sendo que os cientistas e investigadores seriam todos revolucionários contra o sistema e valores cristãos. Evidentemente, esta é mais uma falácia comprovadamente falsa. Nem religião é antónimo de ciência, nem esta é um produto do modernismo esquerdista. Em Portugal, por exemplo, a estratégia de captação de militantes do Bloco e Livre, é na intelectualidade pedante dos novos universitários de Bolonha. A superficialidade e crise na educação facilitam o triunfo da propaganda com raízes marxistas. Por outro lado, a tentativa de reescrever a História, contra conceitos pacóvios como o imperialismo, é realizada através das teses de doutoramento de investigadores comprometidos com essa ideologia em particular. O problema é que, todo e qualquer preconceito ideológico, limita o avanço da ciência e da própria humanidade.

One comment

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s