Como funciona a Economia?

Neste texto quero fazer uma pequena reflexão sobre como tem sido a economia desde o 25 de Abril. Uma análise sem preconceitos, nem ideologias: uma simples observação feita por um economista sem nada a ganhar ou a perder, sem esquerdas ou direitas. E em primeiro lugar, quero deixar um preâmbulo sobre os que dizem que “hoje estamos muito melhores do que em 1974” – que é um argumento obtuso se repararmos que em 1974 estávamos muito melhores do que 45 anos antes, em 1930. Não vou esclarecer esta afirmação porque é muito óbvia para quem conhece um pouco de História e Economia, mas para quem tem dúvidas sugiro uma pesquisa sobre como era a situação política em 1930 e que avanços económicos ou sociais existiam no país. Portanto, é absolutamente natural que desde 1974 a economia e o país tenham evoluído tanto, ainda mais com a entrada na CEE em 1986, a quantidade astronómica de dinheiro que recebemos dos maiores países da europa e o mercado livre europeu.

Somos governados há 45 anos por sucessivos governos de esquerda ou tendencialmente de esquerda, que nos trouxeram um Estado com características muito semelhantes aos países da América do Sul e muitas diferenças do Estado dos países do norte da Europa. Já sabemos que impera a corrupção e a desigualdade, mas de que forma concreta? – Através do clientelismo e do mercantilismo, tão parecido com o de países subdesenvolvidos, onde ganha quem tem melhores contatos no Estado, há favorecimento dos amigos dos Governos e enriquecimento dos empresários com ligações aos grandes partidos. É claro que a comunicação social nunca vai dizer isto de forma direta, mas são estas as conclusões óbvias a que chegamos se lermos as notícias dos jornais. Por exemplo, na semana passada houve uma pequena notícia que falava numa crescente cartelização de preços nos bens que compramos nos supermercados – isto é grave, um atentado aos nossos direitos essenciais e não vi nenhum comentador a chamar a atenção.

A nossa Economia está cada vez com mais monopólios e oligarquias, mas a culpa não é do capitalismo, tal como o discurso dominante quer fazer acreditar. A culpa é do socialismo corrupto que nos governa há 45 anos, mascarado do social-democracia, que distribui empregos, favores e outros benefícios aos seguidores, em troca de apoio político. Esses privilégios são um sintoma de uma doença crónica do sistema, que vai para além da Economia, contaminando a Justiça, a Cultura e a sociedade em geral. A verdade crua e incómoda é que estes Governos ganham eleições porque dão emprego a muita gente e há milhões de pessoas que dependem direta ou indiretamente deste clientelismo. É assim que funciona também a Economia: numa liberdade apenas aparente, sem mérito ou competência, nem sequer vantagens comparativas – tudo em nome de uma justiça que só é justa para alguns e de um Estado Social que é socialmente degradante. Nos países mais atrasados e corruptos do mundo, o filho do Fidel Castro, a filha do Hugo Chaves e a filha do Eduardo dos Santos ficaram com fortunas incalculáveis. Em Portugal, foram os filhos do sistema.

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