A Revolução das Pessoas Vulgares

O socialismo não resultou na União Soviética, não resultou na China, não resulta na Venezuela, nem na Coreia do Norte, nem resultaria numa galáxia distante. Onde foi instituído o socialismo, espalhou-se a fome, a miséria, a escravidão e o genocídio. É uma ideologia de morte que faz uma lavagem cerebral a jovens sem profundidade.

Isto não significa que, em certos estádios de desenvolvimento, seja possível rejeitar um Estado que diminua as desigualdades da sociedade, corrija os desiquilíbrios dos mercados e resolva os problemas sociais. Esta visão não é marxista, mas sim o respeito e a compaixão pelo próximo, algo que é natural e inato ao ser humano. O problema português é que o Estado é ineficaz, sofre de obesidade mórbida e é desejável para o poder instalado que continue a engordar. Pagamos todos uma quantidade pornográfica de impostos, para termos maus serviços públicos, uma saúde envelhecida e falida, uma educação sem qualidade e uma cultura ao serviço do regime. É essencial uma reforma do Estado que não seja ideológica ou que sirva grupos de interesse. É essencial que os trabalhadores públicos não sejam assediados pelos partidos políticos, tenham consciência do seu dever cívico e aumentem exponencialmente a sua produtividade.

Olhamos para o setor privado e continuamos a ver dois países, cada vez mais diferentes: um dos privilegiados, das cunhas, do ensino caro, da saúde imediata, de quadros médios e superiores que pouco sabem o que é a vida e o trabalho; outro Portugal, do salário mínimo, da precariedade, dos jovens que não têm um pai ou amigo que os acuda nos mais momentos. E também nas empresas privadas há uma quantidade infindável de maus gestores, que se vêem na forma como escrevem e pensam, que não sabem ler um balancete, que não entendem o alcance de problemas de tesouraria crónicos, que não entendem como servir o cliente, que até podem saber vender – mas não sabem nada de vantagens comparativas ou valores empresariais.

A verdade é que, a maior parte dos vícios do público, também está presente no privado. A corrupção contamina ambos, quer sob a forma de tráfico de influências, nepotismo, compadrios, favores políticos, mercantilismo e clientelismo. E esta é a razão principal de termos sido um dos países mais pobres na Europa a doze e continuarmos na cauda na Europa a vinte e sete. Os Governos têm os mesmos tiques autoritários das nações subdesenvolvidas da América do Sul e África, havendo demasiada gente comprometida com o poder para o deixar cair.

A solução não são extremismos esganiçados de esquerda ou direita. A solução está no homem e na mulher comum, tu e eu. É necessária a integridade e a transparência de quem não tem nada a ganhar com jogos de poder e ideologias falidas. É preciso a revolução das pessoas vulgares.

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