O Erro de Maquiavel

Acredito firmemente que o ser humano deve ser fonte e objeto de amor. É uma ideia que um tal de Jesus Cristo repetiu das mais diversas formas e que, tanto no seu tempo como agora, muitos não entendem. Talvez por isso mesmo, a sua “ideologia” seja a mais revolucionária e arrebatadora da História da humanidade, fazendo tantos falsos amigos e inimigos, como seguidores. Não espero que ninguém partilhe desta ideia, nem peço que o faça e muito menos que a compreenda.

Se amar o próximo não é particularmente difícil, apesar das limitações dos seres humanos, já amar incondicionalmente grupos de pessoas, associações e organizações é quase impossível. Se cada ser humano tem em si todas as maravilhas da criação, quando se insere num grupo ou conjunto com interesses próprios, normalmente transforma-se. Passa a fazer parte de um monstro de sete cabeças, apenas mais um tijolo de um muro que o separa de todos que pensam de forma contrária.

Dou como exemplo a política, que devia ser o nobre exercício descomprometido do serviço altruísta aos cidadãos de um município, região ou país. Mas que, na realidade, é um nojento acumular de traições, favores, corrupção, ódios, mentiras e todas as características negativas de um ser humano. A política comum é como um truque de magia: tudo o que parece maravilhoso para o público, é um esquema montado para iludir e enganar. Desde os seus líderes, com a segurança maquiavélica de um jogo que ganha quem for melhor ator, até os militantes ou apoiantes, que tudo farão para subir na escada corporativa, ainda que não o confessem. Aqui a prioridade não é a ajuda desinteressada do cidadão comum, mas sim a procura da satisfação de grupos de interesse e nichos de eleitores. Injuriar, difamar e caluniar são armas consideradas normais, sendo que o comportamento favorito desta gente é falar mal e rebaixar o próximo, algo que um psicanalista poderia apelidar de narcisismo, vaidade e insegurança.

Espero que as pessoas comecem agora a entender porque não sou político, não me posso considerar como tal e nunca o serei. Já disse anteriormente e repito: sou alguém que quer ajudar os outros, como missão que acho que todos devemos ter neste mundo, seja numa associação, partido ou grupo paroquial. E aqui tenho de deixar claro que não me considero um santo ou um idealista ingénuo, simplesmente não quero chafardinhar na lama que são os interesses mesquinhos e comportamentos enviesados do político comum. A este falta tudo: dignidade, honra, verdade, moralidade, altruísmo e serviço descomprometido ao próximo. No entanto, espero que sobrevivam políticos que lutam contra isto, fora dos holofotes e das honras da república, com a resiliência do serviço desinteressado e silencioso aos cidadãos. Como dizia o cantor, “podem dizer que sou um sonhador, mas não sou o único, talvez um dia te juntes a nós para viveremos como um”

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